quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Rodenbach Vin de Céréal

Dois anos após minha primeira visita ao Delirium Café algumas coisas mudaram no bar famoso por ter a mais longa lista de cervejas do mundo. O império Delirium tomou conta da Impasse de la Fidélité com o Delirium “original”, Floris Bar, Delirium Monasterium e outros recintos da marca Delirium espalhados em volta da Grand Place. Todos os bares da marca são muito bem apropriados para quem deseja se embriagar com cervejas, vodkas ou tequilas. O cigarro foi proibido dentro do bar, como em toda a Bélgica que era um dos últimos paraísos dos fumantes na Europa (embora a lei anti-fumo na Europa não seja tão rígida quanto a brasileira). Outras coisas continuam iguais, como a música que continua (muito) alta, o público que continua (muito) jovem e a lista de cervejas que continua (muito) grande.

Numa sexta-feira à noite o bar se encontrava lotado e chegar ao balcão não era tão fácil quanto deveria ser. Estava ansioso para experimentar cervejas que não encontraria facilmente em outros lugares. Comecei pela Gueuze da Tilquin, a mais nova geuzerie belga. Servida na pressão, a Tilquin veio para enriquecer ainda mais a fantástica seleção de cervejas artesanais de fermentação espontânea na Bélgica.

Em seguida perguntei para a garçonete se ela tinha a Rodenbach Vin de Céréal. Ela foi checar e rapidamente voltou com a garrafa que eu esperava. Uma Rodenbach Vin de Céréal 2004 certamente não é algo que pode ser encontrado facilmente. A cerveja com 10% de ABV não possui carbonatação alguma. O álcool é imperceptível e o sabor extremamente complexo e aveludado, tudo de bom para uma noite fria e úmida na linda Bruxelas. Na foto ela aparece ao lado de uma Cantillon Rosé de Gambrinus. As duas cervejas estavam sendo cuidadosamente vigiadas por mim já que um rapaz totalmente dopado dançava perto da porta de entrada do bar. Não bastasse os passos que ele fazia, de vez em quando ele se jogava no chão e colocava as pernas para cima quase derrubando as mesas e levando ao delírio as pessoas ao lado.

Para terminar a noite perguntei pela Mont des Cats. O garçom disse que eles não tinham essa cerveja lá, que eu deveria ir para o primeiro bar da rua. O primeiro bar da rua a que ele se referia é o Delirium Monasterium que oferece apenas uma seleção de Trapistas e cervejas de Abadia, além de várias marcas de Vodka. A grande vantagem do Monasterium é que a música é um pouco mais baixa e o bar um pouco menos lotado. Ótimo para uma saideira. Pedi pela Mont des Cats e o garçom me explicou que a cerveja tinha acabado. Segundo ele a demanda é muito maior que a oferta e a cerveja acaba logo após chegar. O detalhe é que a Mont des Cats é muito mais caras que as outras trapistas no cardápio. Enquanto as Chimay saiam por volta de 3 ou 4 euros a Mont des Cats estavam saindo por volta de 6 euros. Deve ser a lei da oferta e procura.

Santé!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Bendita Bruges

No final de semana dos dias 04 e 05 de fevereiro de 2012 aconteceu na cidade de Bruges a 5 edição do festival da cerveja de Bruges. Promovido pelo BAB (Brugse Autonome Bierproevers) o festival contou com a presença de 74 cervejarias e 322 cervejas. Dentra as cervejas encontram-se desde as cervejas belgas mais populares no mundo com Duvel, La Chouffe, todas as Trapistas, além de cervejas que estavam fazendo sua aparição pela primeira vez no festival como a Fort Lapin 8, da mais nova cervejaria de Bruges a Fort Lapin, e algumas raridades como as Rochefort 8 engarrfadas em 12/2007.
O frio glacial que abateu a cidade de Bruges no final de semana não foi suficiente para afastar os visitantes sedentos que lotaram a belíssima torre na praça central da cidade onde foi realizado o festival. Além da excelente lista de cervejarias e cervejas impecável organização do festival garantiu um ótimo ambiente para a degustação de ótimas cervejas. O copo do festival junto de 5 fichas para consumação de cerveja (cada cerveja servida no copo de 15 cl custava 1,25 euros – o preço da ficha) e o livro de degustação com todas as cervejas do festival foi vendido na entrada por 10 euros. Na parte de baixo da torre dois stands reservados apenas para as cervejas Trapistas e para as Lambics.

Algumas curiosidades eram os avisos que pediam aos visitantes que se limitassem a consumir apenas um copo de Westvleteren e a La Trappe Quadruple Oak Aged que era a única cerveja que era servida em menor quantidade do que todas as outras (10 cl). O ótimo queijo Brugge também podia ser comprado por 2,50 euros para acompanhar as cervejas. Além disso, durante o festival alguns chefs estavam preparando pratos a base de cerveja.

Como estive presente apenas no sábado tive que ser bastante seletivo na lista de cervejas que iria degustar. Acabei formando a seguinte lista:

cuvee de watou

faro de oude cam

girardin oude lambic

hommelbier dry hopping

la trappe quadrupel eik

liefmans cuvee brut

oude geuze 3 fonteinen

oude geuze hanssens

rochefort 8 12/2007

st bernardus 12 abt vintage

westvleteren 12

Mas na realidade o que acabei tomando no festival foram as seguintes cervejas:

faro de oude cam

hommelbier dry hopping

liefmans cuvee brut

oude geuze hanssens

rochefort 8 12/2007

st bernardus 12 abt na pressão

Fort Lapin 8

westvleteren 12

Destaques para a Rochefort 8, a melhor cerveja que tomei no festival (o que 4 anos de espera não fazem por essa Rochefort), a Hommelbier Dry Hopping que deveria ser assim desde o início e a Fort Lapin 8, uma ótima Tripel, com coentro bastante perceptível e uma lupulagem extremamente agradável.

Gezondheid!