quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Belgian Strong Ale-Dubbel

Logo nos primeiros dias de 2010 resolvi “brassar” uma Dubbel, posso ter sido influenciado pelo anúncio do concurso da Eisenbahn, mas acredito que o verdadeiro motivo desta iniciativa foi a vontade de degustar mais uma vez esta bela cerveja.
Já produzi algumas levas de cervejas deste estilo e os resultados sempre foram satisfatórios, mas confesso que ainda não cheguei onde queria. Então vamos tentar mais uma vez!

Ingredientes: (18 Litros)
Malte Pilsen 5,44 Kg
Malte Munique 0,90 Kg
Malte Caramunique 0,45 Kg
Candi Sugar 0,225 Kg
Brassagem:
65 graus Celsius durante 60 minutos.
OG=1,072
Lúpulos:
12 g - Galena durante 90 minutos.
10 g - Perle durante 15 minutos.
IBU= 25
Fermento:
Wyeast 1388 Belgian Strong Ale
FG= 1,012
ABV = 8%

Aparência:Vermelho rubi, boa formação de espuma com curta duração.
Aroma: Uva passa, caramelo e leve frutado.
Paladar: Malte, doce, toffee e leve amargor final.




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O retorno


Depois de longas 30 horas de viagem, finalmente chego ao Brasil! Foram adquiridos alguns exemplares ou mais precisamente sete tipos diferentes de cerveja distribuídos entre 11 marcas. Com excessão da Cantillon nenhuma delas está disponível para compra no Brasil, as raras Westvleteren nas versões 6 e 8 (a mítica 12 estava indisponível), duas Altbiere comerciais e três artesanais, uma dunkel artesanal da região do Harz, uma dunkel de um mosteiro de Munique, a Gose nas versões clara e escura , uma Bock produzida em sua cidade natal: Einbeck e a Cantillon Saint-Lamvinus frutado com uvas Merlot da região da Borgonha.

Infelizmente a Berliner-Weisse com extrato de framboesa quebrou durante a viagem.


Ein Prosit!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Carnaval em Düsseldorf

Faltando uma semana para o carnaval a movimentação na capital de Nordrhein-Westfallen já é grande. O carnaval é tradicionalmente festejado no estado de Nordrhein-Westfallen, em especial na cidade de Köln e também em Düsseldorf.

As semelhancas com o carnaval brasileiro não são muitas: no lugar do samba marchas tradicionais falando sobre a cidade de Düsseldorf são entodas pelas ruas da cidade e em principal na importante praça chamada Markplatz; a empolgação dos alemães é bem interessante embora também diferente daquela vista no Brasil. Talvez uma pequena semelhança seja o elevado consumo de cerveja durante o dia, mas acredito que neste quesito os alemães levem pequena vantagem.

No sábado dia 06.02 a partir das 10 horas da manha já havia uma certa movimentação no Marktplatz com os barris de Altbier comecando a serem enchidos e esvaziados pelos presentes. Após uma volta pela cidade decidi que era hora de provar a Schlösser Alt, que estava sendo servida no Marktplatz. Fui informado que deveria comprar uma ficha para poder beber a cerveja. A tal ficha no valor de €1,30 era vendida num caixa a poucos metros de onde estava. Ao mostrar a moeda de €2,00 para o homem do caixa ele me disse que não tinha troco e eu teria que esperar o caixa ter troco para comprar a ficha. Após alguns minutos de espera finalmente pude degustar a Schlösser: uma deliciosa Alt, que é muito popular em Düsseldorf, de bela cor ambar com uma bela espuma cremosa e sabor e aromas de lúpulos muito agradáveis.

Embora a Schlösser seja uma ótima cerveja decidi ir direto na „fonte“ das tradicionais Altbiers produzidas em pequenas cervejarias na Altstadt de Düsseldorf. Nao é a toa que esta região da cidade é apelidade de „die längste Theke der Welt“, ou seja, o bar mais comprido do mundo. Basicamente todos os prédios que se encontram na Bolkerstrasse são bares / restaurantes que servem diversas marcas de Altbier acompanhados de pratos típicos da culinária alema.

O primeiro bar que decidi visitar foi o bar da Brauerei Zum Schlüssel, que ainda se encontrava bem vazio com apenas alguns senhores se deliciando com especialidade da casa no balcão. O local é grande e com uma bela decoracao, é neste mesmo prédio que a Alt da Schlüssel é produizida.

Após degustar um copo da Alt da Schlüssel (em um copo cilíndrico de 0,25l como quase todas as Alts servidas em Düsseldorf ) que também é uma ótima cerveja com lupulagem muito bem inserida no conjunto e aquele sabor „caseiro“ que senti falta na Schlösser, decidi que era hora de comer e pedi um Kasseler que estava no cardápio do dia. Certamente o melhor prato que pude provar na Alemanha até entao. A imagem fala por si.

Restavam ainda três cervejas tradicionais a serem degustadas: a Uerige, talvez a mais famosa das Alts, a Füchschen e a Schumacher, fundade em 1838, e a mais antiga de todas.

Após uma tentativa frustrada de sentar no rústico e aconchegante bar da Uerige pude provar a especialidade da casa numa mesa, em pé, do lado de fora do bar.A mais escura e lupulada das Alts provadas, e para mim, a melhor. A espuma, especialmente amarga, é de uma formação, duração e consistência fantásticas. Só não é mais amarga que o humor dos garçons da Uerige, que são assim talvez por terem que trabalhar servindo milhares de copos de Alt durante todo o dia sem poder tomá-los. A cervejaria da Uerige fica em uma pequena área fechada dentro de um dos três salões que compõem a Uerige. Sobre fortes protestos de um garcom que passou por mim consegui tirar uma fotoa da área da cervejaria, mas que infelizmente não ficou boa.

Os últimos dois bares visitados foram o da Schumacher e um pequeno bar onde era servida a Füchschen.

A cervejaria da Schumacher fica fora da Altstadt e portanto o bar „Im goldenen Kessel“ apenas serve a cerveja sem ser o lugar de producao da mesma. Já a cervejaria da Füchschen, que embora fique na Altstadt, é um pouco fora de mão (comparado aos outros tres que ficam praticamente todos na mesma rua), e tive a oportunidade de provar esta Alt em um bar quase em frente ao „Im goldenen Kessel“.

Em resumo, Düsseldorf é uma cidade maravilhosa, com uma tradição cervejeira fantástica. Em todo lugar que se olha é possível encontrar alguém com um copo de Alt na mão. Outras cervejas como Pilsens e Weizens são dificilmente encontradas para vender e mais dificilmente ainda consumidas. Pude contar ao menos 10 marcas diferentes de Altbier que são consumidas na cidade de Düsseldorf, a grande maioria delas servidas em barris de madeira que ficam sem refrigeração e sem ligação direta com CO2 ou outro tipo de gás para carbonatação. A velocidade do consumo e a baixa temperatura do inverno alemão garantem que desta maneira simples a Alt esteja sempre no ponto certo para o consumo.

Ein Prosit!