quinta-feira, 27 de agosto de 2009

E por falar em cerveja...

Para aprender a pronunciar de maneira correta o nome de várias cervejas belgas, visite o link abaixo:


Cobre grande parte das cervejas belgas mais conhecidas aqui no Brasil. Para a maioria delas estão disponíveis tanto a pronúncia em Neerlandês quanto em Francês.

Ein Prosit!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O lúpulo a maconha e uma história mal contada

Foi com grande surpresa que li um texto escrito por Sergio Vidal, no site da marcha da maconha, que explorava as semelhanças entre o lúpulo (Humulus lupulus) e a maconha (Cannabis sativa). Carregado de erros crassos de biologia e interpretações históricas tendenciosas o texto em questão chega a propor que o THC e Lupulina possuem algo em comum; mais a frente o autor do texto teve a audácia de escrever: “Não podemos mais afirmar tão seguramente que cervejeiros e maconheiros são tão distante [sic], afinal, agora sabemos que são da mesma da mesma [sic] família”.

Antes de começar minha análise crítica do texto gostaria de deixar claro que não tenho preconceito contra os usuários da maconha, apesar de, pessoalmente, ser contra a sua legalização. Acho apenas que nós (cervejeiros e a sociedade) não devemos admitir manifestações falsas e tendenciosas como é esta marcha da maconha.
O texto escrito por Sergio Vidal, que parece ter estudado Ciências Sociais, começa com um erro crasso de biologia. O autor afirma que o lúpulo e a maconha são os dois únicos representantes da família Cannabaceae, o que é totalmente errado. Antes de apontar os erros cometidos por Vidal, gostaria de fazer um breve resumo sobre a classificação científica dos seres vivos a fim de que o leitor possa perceber os erros cometidos por Vidal.

Classificação Científica.
A classificação científica dos organismos vivos consiste no agrupamento morfológica das espécies pelas suas semelhanças. O agrupamento morfológico das espécies é uma invenção humana e, portanto, é algo artificial e não natural; como produto da mente humana tal sistema de classificação sofreu várias mudanças nos últimos anos e poderá vir a sofrer mais mudanças no futuro. Atualmente o agrupamento morfológico é constituído por sete hierarquias, são elas: Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie.
O lúpulo e a maconha compartilham o mesmo reino, filo, classe, ordem e família; o gênero e a espécie são diferentes. Assim, a família Cannabaceae é composta pelo gênero Cannabis (a qual pertence a maconha), Celtis, Gironniera, Humulus (a qual pertence o lúpulo) e por muitas outros, o que confirma a existência de muitos gêneros dentro da família da maconha e não apenas dois (o do lúpulo e da maconha) como foi dito por Sergio Vidal.

Os erros do texto de Sergio Vidal. O autor prossegue afirmando que o lúpulo é comercializado por algumas empresas americanas como “maconha legalizada”, infelizmente não é dada nenhuma referência de quais seriam as “algumas empresas americanas” que tratariam o lúpulo de tal maneira o que inviabiliza totalmente a afirmação de Vidal.
A seguir Vidal atesta o fato de que a cerveja é a bebida alcoólica mais consumida no Brasil e associa os elevados índices de consumo de álcool nas regiões Sul e Sudeste do Brasil com uma tradição de consumo de bebidas alcoólicas por partes dos imigrantes que colonizaram tais regiões. Com isto ele tenta justificar o consumo da maconha nas regiões Norte e Nordeste, já que esta seria a tradição dos colonizadores de tais regiões. Tal afirmação leviana é muito perigosa na medida em que generaliza o consumo de maconha às populações do Norte e do Nordeste, sendo que isto não é verdade. De fato, os
maiores consumidores de maconha no Brasil são novamente as regiões Sul e Sudeste, como no caso do consumo da cerveja. Será que o consumo de maconha no Sul e Sudeste também tem origens históricas? É claro que não! Qualquer pessoa sabe que as regiões Sul e Sudeste são as mais desenvolvidas economicamente no Brasil, isto resulta em um alto nível de consumo de drogas lícitas ou ilícitas simplesmente porque a população, nestas regiões, possui maior poder aquisitivo e não porque foram colonizadas por este ou aquele povo.
Vidal ainda clama que a existência de uma proximidade botânica (?) entre o lúpulo e a maconha seja responsável pela classificação do primeiro como uma droga, assim como é classificado o segundo. Outra mentira! O lúpulo não é uma droga.
Se fossemos seguir a linha de raciocínio de Vidal seriamos levados a conclusões absurdas tais como achar que vacas são mais semelhantes às baleias do que aos tubarões! Se formos olhar a classificação científica dos três seres vivos citados acima, veremos que a classificação de vacas e de baleias é mais semelhante do que a classificação de vacas e de tubarões. No entanto, assim como a baleia não é um tubarão, e muito menos uma vaca, o lúpulo não é maconha.

O autor termina o texto clamando que não deseja a proibição das bebidas que levam lúpulo em sua composição (o autor escreve “bebidas a base de lúpulo” mas qualquer pessoa que conheça um pouco da fabricação da cerveja sabe que o lúpulo não é a base da cerveja), mas apenas chamar a atenção de que os argumentos e preconceitos contra a maconha são baseados em falsas informações. Infelizmente falsas foram as informações fornecidas por Vidal em sua busca por uma conexão mirabolante e inexistente entre o lúpulo e a maconha.

Ein Prosit!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Tour pela cervejaria Uerige e técnicas de degustação de uma Alt

A cervejaria Uerige, localizada em Düsseldorf, é uma das mais tradicionais cervejarias produtoras de Altbier na Alemanha. A seguir vocês podem acompanhar o mestre-cervejeiro Andreas Schumacher em um tour pela cervejaria.



No vídeo abaixo os dois senhores ensinam como se degustar uma típica Alt!



Ein Prosit!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Larousse da Cerveja

Foi lançada a Larousse da cerveja. A publicação que até agora era exclusividade do mundo dos vinhos vem para divulgar e informar sobre a cerveja. Espero que esta publicação torne mais respeitada a posição da cerveja no Brasil que, apesar do avanço nos últimos anos, ainda sofre muito preconceito por parte daqueles que não conhecem o precioso líquido, achando que este se resume às insossas Pilsens comerciais de larga escala. Preconceito que é expresso de maneira especial por alguns entendidos de vinho que criticam a cerveja sem a menor base técnica para fazê-lo.

Eu, que particularmente não tenho preconceito contra vinhos, adquiri recentemente um livro sobre a degustação e a elaboração de vinhos. Fiquei surpreso ao ler, já no prefácio escrito por Luiz Groff, quando este discutia uma tentativa do marketing em tratar o vinho de forma simplista, a seguinte afirmação: “... o marketing enveredou pelo caminho de provar que vinho é simples. Simples é cerveja. Vinho é especial e quem o bebe é, e prova sê-lo quando o bebe”.

Que afirmação carregada de preconceito! Um preconceito milenar originado nos romanos. Infelizmente o senhor Groff se encontra uns dois mil anos atrasado no tempo! O interessante é que descobri, assistindo ao último Bytes and Beer que conta com a participação de Randy Mosher, que enquanto o vinho tem cerca de 400 componentes químicos de sabor, a cerveja tem 800! Sem falar no leque de cervejas que é tão grande e que propicia harmonizações tão versáteis, que talvez sejam inimagináveis para alguns enófilos.

A Larousse da cerveja pode ser encontrada no Fnac por R$ 95,20.

Ein Prosit!